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9 de nov. de 2012

A saga da moda: Anos 60




Os anos 60, acima de tudo, viveram uma explosão de juventude em todos os aspectos. Era a vez dos jovens, que influenciados pelas idéias de liberdade "On the Road" da chamada geração beat, começavam a se opor à sociedade de consumo vigente. O movimento, que nos 50 vivia recluso em bares nos EUA, passou a caminhar pelas ruas nos anos 60 e influenciaria novas mudanças de comportamento jovem, como a contracultura e o pacifismo do final da década.

Nesse cenário, a transformação da moda iria ser radical. Era o fim da moda única, que passou a ter várias propostas e a forma de se vestir se tornava cada vez mais ligada ao comportamento.

Na moda, a grande vedete dos anos 60 foi, sem dúvida, a minissaia. A inglesa Mary Quant divide com o francês André Courrèges sua criação.  Não há dúvidas de que passou a existir, a partir de meados da década, uma grande influência da moda das ruas nos trabalhos dos estilistas. Mesmo as idéias inovadoras de Yves Saint Laurent com a criação de japonas e sahariennes [estilo safári], foram atualizações das tendências que já eram usadas nas ruas de Londres ou Paris.

Em 1965, na França, André Courrèges operou uma verdadeira revolução na moda, com sua coleção de roupas de linhas retas, minissaias, botas brancas e sua visão de futuro, em suas "moon girls", de roupas espaciais, metálicas e fluorescentes. Enquanto isso, Saint Laurent criou vestidos tubinho inspirados nos quadros neoplasticistas de Mondrian e o italiano Pucci virou mania com suas estampas psicodélicas. Paco Rabanne, em meio às suas experimentações, usou alumínio como matéria-prima.

Os tecidos apresentavam muita variedade, tanto nas estampas quanto nas fibras, com a popularização das sintéticas no mercado, além de todas as naturais, sempre muito usadas.
As mudanças no vestuário também alcançaram a lingerie, com a generalização do uso da calcinha e da meia-calça, que dava conforto e segurança, tanto para usar a minissaia, quanto para dançar o twist e o rock.

O unissex ganhou força com os jeans e as camisas sem gola. Pela primeira vez, a mulher ousava se vestir com roupas tradicionalmente masculinas, como o smoking [lançado para mulheres por Yves Saint Laurent em 1966].

"Os anos 60 sempre serão lembrados pelo estilo da modelo e atriz Twiggy, muito magra, com seus cabelos curtíssimos e cílios inferiores pintados com delineador".



A maquiagem era essencial e feita especialmente para o público jovem. O foco estava nos olhos, sempre muito marcados. Os batons eram clarinhos ou mesmo brancos e os produtos preferidos deviam ser práticos e fáceis de usar. Nessa área, Mary Quant inovou ao criar novos modelos de embalagens, com caixas e estojos pretos, que vinham com lápis, pó, batom e pincel. Ela usou nomes divertidos para seus produtos, como o "Come Clean Cleanser", sempre com o logotipo de margarida, sua marca registrada.

As perucas também estavam na moda e nunca venderam tanto. Mais baratas e em diversas tonalidades e modelos, elas eram produzidas com uma nova fibra sintética, o kanekalon.

A moda masculina, por sua vez, foi muito influenciada, nos início da década, pelas roupas que os quatro garotos de Liverpool usavam, especialmente os paletós sem colarinho de Pierre Cardin e o cabelo de franjão. 

No Brasil, a Jovem Guarda fazia sucesso na televisão e ditava moda. Wanderléa de minissaia, Roberto Carlos, de roupas coloridas e como na música, usava botinha sem meia e cabelo na testa [como os Beatles]. A palavra de ordem era "quero que vá tudo pro inferno".

Talvez o que mais tenha caracterizado a juventude dos anos 60 tenha sido o desejo de se rebelar, a busca por liberdade de expressão e liberdade sexual. Nesse sentido, para as mulheres, o surgimento da pílula anticoncepcional, no início da década, foi responsável por um comportamento sexual feminino mais liberal. Porém, elas também queriam igualdade de direitos, de salários, de decisão. Até o sutiã foi queimado em praça pública, num símbolo de libertação.

Os 60 chegaram ao fim, coroados com a chegada do homem à Lua, em julho de 1969, e com um grande show de rock, o "Woodstock Music & Art Fair", em agosto do mesmo ano, que reuniu cerca de 500 mil pessoas em três dias de amor, música, sexo e drogas.


22 de out. de 2012

Saga da moda: Anos 50



Com o fim dos anos de guerra e do racionamento de tecidos, a mulher dos anos 50 se tornou mais feminina e glamourosa, de acordo com a moda lançada pelo "New Look", de Christian Dior, em 1947. Metros e metros de tecido eram gastos para confeccionar um vestido, bem amplo e na altura dos tornozelos. A cintura era bem marcada e os sapatos eram de saltos altos, além das luvas e outros acessórios luxuosos, como peles e jóias.
Essa silhueta extremamente feminina e jovial atravessou toda a década de 50 e se manteve como base para a maioria das criações desse período. Apesar de tudo indicar que a moda seguiria o caminho da simplicidade e praticidade, acompanhando todas as mudanças provocadas pela guerra, nunca uma tendência foi tão rapidamente aceita pelas mulheres como o "New Look" Dior, o que indica que a mulher ansiava pela volta da feminilidade, do luxo e da sofisticação.

Com o fim da escassez dos cosméticos do pós-guerra, a beleza se tornaria um tema de grande importância. O clima era de sofisticação e era tempo de cuidar da aparência. 

A maquiagem estava na moda e valorizava o olhar, o que levou a uma infinidade de lançamentos de produtos para os olhos, um verdadeiro arsenal composto por sombras, rímel, lápis para os olhos e sobrancelhas, além do indispensável delineador. A maquiagem realçava a intensidade dos lábios e a palidez da pele, que devia ser perfeita. Os penteados podiam ser coques ou rabos-de-cavalo, como os de Brigitte Bardot. Os cabelos também ficaram um pouco mais curtos, com mechas caindo no rosto e as franjas davam um ar de menina. 





Dois estilos de beleza feminina marcaram os anos 50, o das ingênuas chiques, encarnado por Grace Kelly e Audrey Hepburn, que se caracterizavam pela naturalidade e jovialidade e o estilo sensual e fatal, como o das atrizes Rita Hayworth e Ava Gardner, como também o das pin-ups americanas, loiras e com seios fartos.

Entretanto, os dois grandes símbolos de beleza da década de 50 foram Marilyn Monroe e Brigitte Bardot, que eram uma mistura dos dois estilos, a devastadora combinação de ingenuidade e sensualidade.

O grande destaque na criação de sapatos foi o francês Roger Vivier. Ele criou o salto-agulha, em 1954 e, em 1959 o salto-choque, encurvado para dentro, além do bico chato e quadrado, entre muitos outros. Em 1954, Chanel reabriu sua maison em Paris, que esteve fechada durante a guerra. Aos 70 anos de idade, ela criou algumas peças que se tornariam inconfundíveis, como o famoso tailleur com guarnições trançadas, a famosa bolsa a tiracolo em matelassê e o escarpin bege com ponta escura.

A televisão se popularizou e permitia que as pessoas assistissem aos acontecimentos que cercavam os ricos e famosos, que viviam de luxo, prazer e elegância, como o casamento da atriz Grace Kelly com o príncipe Rainier de Mônaco.

A tradição e os valores conservadores estavam de volta. As pessoas casavam cedo e tinham filhos. Nesse contexto, a mulher dos anos 50, além de bela e bem cuidada, devia ser boa dona-de-casa, esposa e mãe. Vários aparelhos eletrodomésticos foram criados para ajudá-la nessa tarefa difícil, como o aspirador de pó e a máquina de lavar roupas. Ao som do rock and roll, a nova música que surgia nos 50, a juventude norte-americana buscava sua própria moda. Assim, apareceu a moda colegial, que teve origem no sportswear. As moças agora usavam, além das saias rodadas, calças cigarrete até os tornozelos, sapatos baixos, suéter e jeans.


O cinema lançou a moda do garoto rebelde, simbolizada por James Dean, no filme "Juventude Transviada" (1955), que usava blusão de couro e jeans. 

Já na Inglaterra, alguns londrinos voltaram a usar o estilo eduardiano, mas com um componente mais agressivo, com longos jaquetões de veludo, coloridos e vistosos, além de um topete enrolado. Eram os "teddy-boys".

Ao final dos anos 50, a confecção se apresentava como a grande oportunidade de democratização da moda, que começou a fazer parte da vida cotidiana. Nesse cenário, começava a ser formar um mercado com um grande potencial, o da moda jovem, que se tornaria o grande filão dos anos 60.

1 de out. de 2012

A saga da moda: Anos 40



Em 1940, a Segunda Guerra Mundial já havia começado na Europa.Muitos estilistas se mudaram, fecharam suas casas ou mesmo as levaram para outros países. A Alemanha ainda tentou destruir a indústria francesa de costura, levando as maisons parisienses para Berlim e Viena, mas não teve êxito. O estilista francês Lucien Lelong, teve um papel importante nesse período ao preparar um relatório defendendo a permanência das maisons no país. Durante a guerra, 92 ateliês continuaram abertos em Paris.Apesar das regras de racionamento, impostas pelo governo, que também limitava a quantidade de tecidos que se podia comprar e utilizar na fabricação das roupas, a moda sobreviveu à este período tão conturbado.
A silhueta do final dos anos 30, em estilo militar, perdurou até o final dos conflitos, a mulher francesa era magra e as suas roupas e sapatos ficaram mais pesados e sérios. A escassez de tecidos fez com que as mulheres tivessem de reformar suas roupas e utilizar materiais alternativos na época. Na Grã-Bretanha, o "Fashion Group of Great Britain", comandado por Molyneux, criou 32 peças de vestuário para serem produzidas em massa. A intenção era criar roupas mais atraentes, apesar das restrições, o corte era reto e masculino, ainda em estilo militar, os tecios eram pesados e resistente, as saias eram mais curtas, com pregas finas ou franzidas, as calças compridas se tornaram práticas e os vestidos, que imitavam uma saia com casaco, eram populares. O náilon e a seda estavam em falta, fazendo com que as meias finas desaparecessem do mercado. Elas foram trocadas pelas meias soquetes ou pelas pernas nuas, muitas vezes com uma pintura falsa na parte de trás, imitando as costuras. Os cabelos das mulheres estavam mais longos que os dos anos 30. A maquilagem era improvisada com elementos caseiros.




A simplicidade a que a mulher estava submetida talvez tenha despertado seu interesse pelos chapéus, que eram muito criativos. Nesse período surgiram muitos modelos e adornos. Alguns eram grandes, com flores e véus; e outros, menores, de feltro, em estilo militar. 
Durante a guerra, a alta-costura ficou restrita às mulheres dos comandantes alemães, dos embaixadores em exercício e àquelas que de alguma forma podiam frequentar os salões das grandes maisons. Alguns estilistas abriram novos ateliês em Paris como Jacques Fath, Nina Ricci e Marcel Rochas, outro estilista importante foi o inglês Charles James.

o isolamento de Paris fez com que os americanos se sentissem mais livres para inventar sua própria moda. Nesse contexto, foram criados os conjuntos, cujas peças podiam ser combinadas entre si, permitindo que as mulheres pudessem misturar as peças e criar novos modelos. 
Em 1945, foi criada uma exposição de moda, com a intenção de angariar fundos e confirmar a força e o talento da costura parisiense os trajes foram criados por todos os grandes nomes da alta-costura francesa. Importantes artistas, como Christian Bérard e Jean Cocteau participaram da produção da exposição.

No dia 27 de março de 1945, "Le Théatre de la Mode" (O Teatro da Moda) encantou seus convidados em Paris. Mais de 200 mil franceses visitaram a exposição, que seguiu para vários países, como Espanha, Inglaterra, Áustria e Estados Unidos, sempre com muito sucesso.
No pós-guerra, o curso natural da moda seria a simplicidade e a praticidade, características da moda lançada por Chanel anteriormente. Entretanto, o francês Christian Dior, em sua primeira coleção, apresentada em 1947, surpreendeu a todos com suas saias rodadas e compridas, cintura fina, ombros e seios naturais, luvas e sapatos de saltos altos. Dior estava imortalizado com o seu "New Look" jovem e alegre. Era a visão da mulher extremamente feminina, que iria ser o padrão dos anos 50.



18 de set. de 2012

A saga da moda: Anos 30




Após a década de euforia, que foi a década de vinte, que também pode ser chamada de 'Anos Loucos", a felicidade dessa época foi do céu ao chão apos a queda da bolsa de New York. Os anos trinta redescobriu as formas do corpo da mulher através de uma elegância refinada e com pouca ousadia.
Os comprimentos das saias aumentaram e os cabelos começaram a crescer, os vestidos eram mais justos e retos e possuíam uma especie de capa ou bolero que era comumente utilizado nesta época.
Corte em forma de V e decotes mais profundo nas costas dos vestidos de noite foram traços da moda da década de trinta e nesse mesmo período todo foco da atenção passou a ser voltada para as costas femininas. O trajes dessa década também passou a se voltar mais ao esporte, ar livre e aos banhos de sol, os saiotes de praia encolheram de tamanho, as cavas aumentaram e os decotes chegaram até a cintura.
As características das mulheres dessa época, era a magreza, uma pele bronzeada e esportiva, o modelo de beleza da atriz Greta Garbo, que tinha seu visual sofisticado com sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis  e pó de arroz levemente batido no rosto muito copiado entre a mulherada.
O short que ainda não existia passou a existir a partir dos anos trinta com o aumento da pratica esportiva e a necessidade da mulher não expor suas peças intimas, os óculos escuros também se tornou tendencia.
Como o corpo feminino voltou a ser valorizado, surgiu uma especie de espartilho maleável, que marcava a cintura mas deixava com um toque mais natural, e o sutian também passou a fazer parte dos armários, para ressaltar mais o colo.
 No final dos anos trinta com a segunda guerra próximo a estourar as roupas já passaram a apresentar uma linha mais militar  para facilitar mais durante esse momento difícil.





3 de set. de 2012

A saga da moda: Anos 20




A década de vinte é a década considerada como a mais ousada da moda, e há motivos para ser chamada assim pois, foi a década de muitas vanguardas estéticas, inclusive aqui no Brasil nesse ano acontecia a Semana da Arte Moderna. O mundo vivia uma nova velocidade, eram muitas revoluções comportamentais nesse período louco. Essa década foi uma década de prosperidade e liberdade, as mulheres podiam fumar em publico e em alguns países conquistavam o direito ao voto, os anos 20 era também chamado de era do Jazz. Livres dos espartilhos que foram usados até o final do seculo 19, as mulheres se permitiam mostrar as pernas, o colo e a usar maquiagem, a boca era carmim pintada para parecer um arco de cupido ou um coração, os olhos eram bastantes destacados, as sobrancelha tiradas e desenhadas a lápis, a pele era bem, bem branca para acentuar os tons escuros da maquiagem. A silhueta dos anos 20 eram tabular, com vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente feito em seda, deixando exibir os braços e costa, a meia calça era em tons bege, sugerindo a ideia das pernas nuas, os chapéus que eram acessórios obrigatórios se restringiu ao uso apenas diurno, o modelo mais famoso era o "Cloche". As mulheres sensuais eram aquelas sem curvas, seios e bum bum pequenos, não muito magra pois a atenção era voltada ao tornozelo.
Em 1927 um estilista francês  Jacques Doucet encurtou as saias de tal modo, a mostrar a liga rendada das mulheres e isso causou um grande reboliço aos mais conservadores.
A década de vinte, foi a década da grande e famosíssima estilista Coco Chanel, com seus cortes retos, blazers, cardigãs, capas, colares compridos(maxi colares), boinas e cabelo curto. Durante toda a década Chanel foi lançado uma moda atras da outra, obtendo sempre muito sucesso. Outro nome muito importante foi o de Jean Patou, estilista francês que se destacou na linha "sportswear", criava roupas de banho que davam o que falar, e era o queridinho das atrizes famosas.
Toda a euforia dos "Felizes anos 20" acabou no dia 29 de outro de 1929, quando a bolsa de valores de New Yourk despencou registrando a maior baixa de sua historia.




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